Finnestre dell’appartamento

Publicado: julho 7, 2013 em Postagens

 

A dureza poética de uma cidade que é todo canto.

 As janelas te tiram dos mesmos círculos.

 As teias cósmicas remetem a outro plano.

 Horizontes outros dizem belezas que jamais ouviu.

 

 Raízes perfuram espaços que não podem ocupar

 Folhas balançam em arte sem ninguém jamais ver

 Vidros arranhados são cores que ardem

 Frutos e casulos por toda parte

 Vida mostra, parada morte.

 

 Luzes refletidas destoam e dispersam

 Olhares marcados por um constante cansaço.

 O sempre visto é o nunca belo

 O nunca visto parece incrível.

 

 Todo dia, toda hora, tudo sempre é surpresa

 Tempo consome a liberdade do momento

 Liberdade do momento é consumida pelo tempo.

 Olhares em êxtase te resgatam.

 

 O mundo sempre sombra

 É luz em colapso projetada

 Na parede te vejo sempre bela

 Teu movimento é vento que nos acaricia.

 

 Loucos/ébrios dançam, cantam em sua singular leveza

 Outros morrem em sua sutil tristeza

 Janelas continuam sem que ninguém as olhe,

Mas as imagens sempre estiveram lá.

 

 

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