Na mente?
Lutam contos sem autor.
Os temas?
Balas perfuram corpos,
Derramando dor e eras pelos ventos
Pelas ruas? Passos.
Há luz e sombras nas esquinas.
Fujo(Passo) admirado com o que não vejo.
Dos olhos secos,
Das salivas a dizer Desejo,
Sonatas mudas
Saltam às bocas
Vomitando notas,
Em intervalos
Cada vez menores.
Pontos repartidos
Em todo canto
Secam também os lábios
Quando se unem em silêncio
Dizendo que não há verdades.
Revoltam-se, lá de dentro,
seres, que já não querem ser detidos.
seus gritos abafados me sufocam
Levando ao engasgo.
Retribuem-me em dor
O acolhimento e abrigo…
Ancoradouros intermináveis,
Povoados por nada vivo,
É por onde ando.
No fim/abismo, jogo-me.
Em tintas ácidas, banho-me.
Derretido? Disfarço-me
De olhares outros,
Para si também virados.
Mais um monstro na multidão.
Devoro os tempos
Mas tudo que sinto
É que apesar das dores
Adoro sonhar aos braços
De coloridos fractais…